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Sessão Nº 01 · Terça · 6 de outubro

Japão

À la carte: Japão — arte da sessão

A primeira sessão atravessou o Japão: do synth-pop dos Yellow Magic Orchestra ao ambient de Hiroshi Yoshimura, passando pelo city pop que o mundo redescobriu quarenta anos depois. Uma hora para ouvir como um país reconstruiu a sua identidade também através da música.

Curadoria · Armando Sousa

Notas de escuta

  1. 01

    Haruomi Hosono — Sports Men(1982)

    Antes dos Yellow Magic Orchestra, Hosono já desenhava o futuro: electrónica caseira, humor e uma curiosidade infinita pelos sons do mundo.

  2. 02

    Yellow Magic Orchestra — Rydeen(1979)

    O trio que levou o sintetizador japonês ao planeta. Tecnopop feito com a precisão de quem via as máquinas como instrumentos de alegria.

  3. 03

    Ryuichi Sakamoto — Merry Christmas Mr. Lawrence(1983)

    A melodia que Sakamoto compôs para o filme de Nagisa Oshima — e que passou o resto da vida a reinterpretar. Melancolia em estado puro.

  4. 04

    Mariya Takeuchi — Plastic Love(1984)

    O hino acidental do city pop. Gravada num álbum quase esquecido, tornou-se décadas depois um fenómeno global graças aos algoritmos.

  5. 05

    Tatsuro Yamashita — Ride on Time(1980)

    O rei do city pop no seu auge: groove impecável, cordas luxuosas e a promessa de uma noite que nunca acaba.

  6. 06

    Midori Takada — Mr. Henri Rousseau's Dream(1983)

    Percussão minimalista que soa a floresta imaginária. Do álbum «Through the Looking Glass», redescoberto pela internet em 2017.

  7. 07

    Hiroshi Yoshimura — Blink(1986)

    O pioneiro do ambient japonês. Música feita para existir no espaço como a luz ou o ar — quase não se ouve, mas muda tudo.

  8. 08

    Ichiko Aoba — 月の丘 (Colina da Lua)(2010)

    Para fechar, a voz e a guitarra de Ichiko Aoba: a prova de que a música japonesa continua a sonhar, quarenta anos depois.